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Como se formam as ondas ?

Assim que o vento começa a soprar no mar, ocorre uma colisão entre as moléculas, iniciando-se um processo de transferência de energia entre o ar e o mar. Surgem pequenas deformações com comprimento de 1 a 2 cm, conhecidas por ondas capilares. 

As deformações aumentam se o vento continuar soprando, e se transformam em pequenas ondas com uma parte elevada chamada crista, e uma depressão chamada cavado. Neste estágio, se o vento cessar elas continuarão a ter vida própria e se propagarão pela superfície. São conhecidas por ondas de gravidade.

A regra é simples, quanto maior for a velocidade do vento, maiores serão as ondas que compõe o espectro, e mais tempo será necessário para atingir o estágio estável.

 Características de ondas

Características do espectro de ondas depende de 3
propriedades do vento:

Intensidade: Ventos intensos formam ondas maiores. Velocidades acima de 10 m/s são necessárias para construir ondas com altura superior a 1 m.;

Duração: Se o vento parar prematuramente, poderá não haver tempo suficiente para construir uma onda estável. Precisam soprar durantes alguns dias para que ocorra transferência de energia suficiente para formar ondas acima
de 2 a 3 metros. 

Extensão: Ventos que soprem sobre uma pequena área não conseguem formar ondas estáveis. Precisam soprar por uma área de cerca de 1 a 2 mil quilômetros de comprimento, chamada pista de vento, para formar o espectro estável.
Assim que as ondas são formadas, elas se propagam sobre a superfície, e escapam da zona de geração. 

Tipos da rebentação de ondas

Ao aproximar-se da costa, as ondas quebram na zona de arrebentação, gerando grande turbulência e correntes. A arrebentação das ondas é caracterizada em três tipos: mergulhante, progressiva e espraiada. A maneira como a onda vai arrebentar depende do gradiente do fundo marinho e da geometria da onda.
             

Tipos de ondas:

Onda mergulhante

Este tipo de onda rebenta sempre com uma força
tremenda e pode, facilmente, atirar um nadador para
o fundo do mar. Ocorrem geralmente na maré baixa,
quando a água nos bancos de areia é baixa.

Onda progressiva

Esta onda aparece quando a crista da onda (o seu
topo) rebenta à frente de si. Surgem principalmente na
vazante, pois nesta altura há menor altura de água acima
dos bancos de areia sobre os quais a onda rebenta.
 Podem formar os tubos ou túneis.

 Onda espraiada

 Esta onda apenas rebenta quando chega à linha de praia.
Esta situação deve-se ao facto de haver uma grande
profundidade de água, de forma que a onda não perde
velocidade e, portanto, não ganha altura.
 Este tipo de onda é extremamente perigoso porque
quando rebenta pode derrubar os banhistas e
arrastá-los para o fundo.

Fonte: Manual de Nadador-Salvador do ISN 

Tipo de Correntes

 Correntes de maré

 As correntes de maré são causadas pela subida ou
descida da maré. Estas correntes nem sempre flúem
na direcção ou contra a direcção da praia. Podem fluir
paralelamente ou em ângulo em relação à margem. Isto
ocorre sobretudo na entrada de baías, enseadas ou foz
de rios.

Correntes de mar

As correntes de mar são causadas pelo retorno ao mar
da água das ondas e são normalmente mais fortes onde
a praia tem o gradiente mais acentuado.
 As Correntes laterais podem ser produzidas por ondas
rebentando sobre um banco de areia ou em ângulo em
relação à praia ou ambos.

Fonte: Manual do Nadador-Salvador do ISN

Reconhecimento de uma corrente de retorno


As correntes de retorno podem ser definidas como o refluxo do volume de água que retorna da costa de volta para o mar, em virtude  da força gravitacional.

A maior parte, ou melhor, quase que a totalidade dos casos de salvamentos
de banhistas em situações de perigo ocorre em condições de corrente de retorno, daí então, percebemos a importância de saber reconhecer uma corrente de retorno. 

Alguns sinais e características são evidentes na maioria das correntes de retorno como por exemplo:
A água poderá apresentar tonalidade mais escura, devido à agitação da areia do
fundo, causada pelo retorno das águas.
As ondas quebram com menor frequencia ou nem chegam a quebrar, devido
ao retorno das águas e a maior profundidade, podendo ocorrer a junção de duas ondas provindas de sentidos opostos. 

As correntes de retorno variam em tamanho, largura, profundidade, forma,
velocidade e potência. Quando as ondas quebram, elas empurram a água acima do nível médio do mar. Quando a água é empurrada de volta, mais ondas podem continuar a empurrar mais água acima daquele nível médio, criando o efeito mais forte do retorno. A água de retorno continua a ser empurrada pela gravidade, e procura o caminho de menor resistência, pode ser um canal submerso na areia ou a areia ao lado de um quebra mar. Como a água de retorno se concentra nesse canal, ela  torna-se uma corrente que vai para dentro do mar. Dependendo do número de fatores, esta corrente pode ser muito forte.

Exemplo das correntes do retorno:






Escapando das correntes de retorno e das ondas

Se entrar numa corrente de retorno, não entre em pânico, nade
diagonalmente no sentido da corrente até conseguir sair da zona da corrente. Um banhista cansado ou com habilidade limitada deve flutuar para dentro do mar até à cabeça da corrente de retorno, nadar paralelo à areia por 30 ou 40 metros, e então, prosseguir em um trajeto perpendicular à praia pelo banco de areia, onde as ondas facilitarão a saída do mar.

Nadadores fortes devem traçar um ângulo de 45 graus a favor da corrente lateral e nadar em direção à praia. Mesmo os melhores nadadores não devem nadar contra as correntes de retorno.

Deve-se sempre observar as ondas, pois quando elas quebram, formam
espumas que não têm sustentação para permitir a flutuação. Se uma onda for quebrar em sua cabeça e não houver como escapar dela, encha os pulmões de ar, prenda a respiração, afunde, mantenha a calma e só  suba após a forte turbulência ter passado.