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Afogamento é a quarta causa de morte acidental em adultos e a terceira em crianças e adolescentes de todo o mundo.
O afogamento ocorre, em geral, por asfixia em virtude da aspiração de líquido,
que obstrui as vias aéreas e é responsável por alterações nas trocas gasosas, que levam à hipoxémia (insuficiência das taxas de oxigénio no sangue) e acidose metabólica.
A asfixia pode ser provocada inicialmente por laringoespasmo, quando a pessoa, diante de uma situação de afogamento, prende a respiração e debate-se de maneira descoordenada até que, não conseguindo permanecer sem respirar, involuntariamente aspira grande quantidade de água e encharca os pulmões. Em 10% a 15% dos casos de afogamento, o espasmo é tão violento que impede a entrada não só de água, mas também de ar e a morte ocorre em poucos minutos.
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Tipos de afogamentos e consequências

 Independentemente das circunstâncias específicas ou do local em que ocorra (no mar, num rio, numa piscina ou numa banheira), uma imersão excessivamente prolongada provoca sempre um evidente risco mortal, pois ao fim de alguns minutos de interrupção da troca gasosa a nível pulmonar geram-se lesões cerebrais que, caso não provoquem a morte, podem gerar problemas neurológicos irreversíveis, mesmo quando se procede ao salvamento e tratamento imediatos da vítima. Contudo, o prognóstico depende, para além da rapidez com que se efectua o salvamento, do mecanismo fisiopatológico envolvido e da natureza do meio aquático em que se produz o acidente, o que permite distinguir dois tipos de afogamento.

Afogamento seco.

Representando um em cada dez casos, o laringospasmo é tão intenso que praticamente não permite a passagem de liquido para os pulmões, pois a principal causa de morte é a falta de oxigenação e a consequente paragem respiratória, seguindo-se a paragem cardíaca. Caso o salvamento seja imediato, talvez se consiga recuperar a respiração, espontânea ou através dos primeiros socorros – embora inicialmente a vitima apresente sinais de insuficiência respiratória (dispneia, cianose), os sintomas começam a ceder, sem grandes complicações, com a recuperação da função respiratória.

Afogamento húmido.

Neste caso, a causa da paragem respiratória alia-se às consequências da passagem da água para os pulmões, de diferente tipo, conforme a natureza do liquido.
Tratando-se de água do mar, com uma concentração de sais muito superior à sanguínea, verifica-se uma passagem da água dos capilares para o interior dos alvéolos – desta forma, os pulmões inundam-se ainda mais. Contudo, esta não é a principal consequência negativa, pois a brusca redução do volume de sangue circulante pode provocar uma paragem cardíaca, com resultados fatais.

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Sintomas

Os sintomas variam de acordo com a gravidade do caso, e estão associados ao tempo de submersão, à temperatura da água, ao volume ingerido e ao comprometimento pulmonar. O paciente pode perder a consciência ou não. Quando consciente, dá sinais de agitação.
Os simptomas podem ser : Náuseas, vômitos, distensão abdominal, dor de cabeça e no peito, hipotermia, espuma rosada na boca e no nariz indicativa de edema pulmonar.

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Reconhecimento de um Afogamento

Identificar um caso de afogamento antes ou durante a sua ocorrência possibilita tomar atitudes mais precocemente e evitar o agravamento da situação. Preste mais atenção nas pessoas ao seu redor na praia.

Fora da água

 Pessoas nos extremos da idade - muito jovens ou velhos. Portanto os mais jovens não devem ir a água sem a supervisão de um adulto.

Pessoas obesas ou com aparência cansada - são pessoas geralmente sem boas condições físicas.

 Alcoolizados - são pessoas com a capacidade reduzida de avaliação do perigo e, portanto com menor prudência.

 Pessoas com objetos flutuantes - devem ser observados com muita atenção, pois são confiantes e capazes apenas com o objeto.

 Turistas, imigrantes ou estranhos ao ambiente - são pessoas que não tem noção do perigo no local e devem ser alertadas


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Dentro da água

 O banhista com potencial para o afogamento: Entra na água de forma estranha; Nada com estilo estranho ou incorreto; Afasta-se da maioria das pessoas, boiando na água; Tem um comportamento assustado quando vem uma onda maior; Tampa o nariz quando afunda a cabeça na água.

 Sinais de uma vítima já se afogando: Expressão facial assustada ou desesperada; Perdendo o pé na água perto de uma corrente de retorno - afunda e volta a flutuar em pé; Onda encobre o rosto da vítima que olha para a areia; Nada, mas não sai do lugar; Vítima batendo os braços na água sem deslocamento.

Nós podemos salvar muitas vidas sem entrar na água, apenas usando o nosso bom censo no reconhecimento destas potenciais vítimas. Devemos orientá-las sempre a banhar-se próximo a um posto de salvamento e a obter informações junto de um nadador-salvador.
 Reconhecer a necessidade de socorro e chamar por ajuda ou pedir a outra pessoa para fazê-lo (ligue 112) e avisar alguém antes de tentar qualquer tipo de socorro.

 Nunca tente socorrer a vítima se estiver em dúvida.